14 de novembro de 2008

do segundo (de[s])entendimento

palavras de mãos dadas
gestos que se encaixavam
olhares correspondidos

exatamente o conto-de-fadas
como imaginado
não existe
mais

a dor é antes não entender
a existência assim do que a
não existência por si só

Da fé tão sua
tão concreta
que se prolongara até o infinito
dessa fé
perdida na sua ausência
o vazio se tomou



e só.

Um comentário:

Pedro Henrique disse...

Será esse um infinito belo de segundos irmamente concatenados?

Será essa uma fé tão necessária num mundo de insossos conceitos embaralhados?

Será esse um vazio da essência do seu ser ou um vazio de preenchimentos fajutos?

Será esse um desdobramento de novas paisagens?

Um vazio na pura atividade criadora?

Uma profunda conexão de 2 almas em júbilo e em gozo?

Seremos nós o que pensamos ser?

Viver, sentir, viver, sentir, viver, sentir, viver, sentir...

Pouco mais do que isso eu poderia dizer.