2 de setembro de 2008

Eu tenho essa mania, de ficar pensando sobre pessoas.
O meu pensamento, na verdade, não é um olhar sobre o que as pessoas fizeram.
É, antes, um olhar sobre como eu reagi em relação ao que as pessoas fizeram.
Isso me ajuda a saber mais sobre mim,
a preservar perto o que eu quero e a manter longe o que eu não quero.

Mas toda essa história de auto-conhecimento é de uma solidão de desmedida profundidade...


Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes...

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom...

Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Prá sempre fui acorrentada
No seu calcanhar
Meus vinte anos de "boy"
That's over, baby!
Freud explica...

Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular...

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